Cuidados com a saúde

Dor

Envelhecer não significa, por si só, uma sentença para sentir dor. Na realidade, esse tipo de desconforto é decorrente de inúmeras doenças que, junto com elas, acarretam sofrimento moderado, médio ou intenso.

Quanto maior essa manifestação, mais complicado será ao idoso executar diferentes atividades. A dor aguda é aquela com menos de seis meses de duração. Já a manifestação crônica ultrapassa esse limite e representa um grande desgaste físico e psicológico para o indivíduo, além de provocar alterações em sua socialização.

Sensações diferentes para cada um

A resposta de uma pessoa à dor sofre a influência de fatores culturais, sociais e psicológicos. Por isso, essa sensação desagradável é considerada uma experiência individual e subjetiva. Só quem a sente é capaz de avaliá-la. Enquanto alguns suportam melhor o incômodo, outras padecem com maior intensidade. A tolerância à dor não deve ser vista como bem ou mal, bravura ou covardia, mas como uma resposta própria de cada indivíduo. Manter isso em mente é importante para que o idoso não seja rotulado como problemático caso seja mais sensível a certos desconfortos do que outros.

Depressão interfere

A observação clínica demonstra que pessoas muito ansiosas e com tendência à depressão costumam tolerar menos a dor e sofrer com maior intensidade. Hoje em dia os pesquisadores já sabem que dor, ansiedade, depressão e tensão muscular andam juntas e formam um círculo vicioso. A dor provoca ansiedade (a pessoa fica nervosa), contração muscular (os músculos endurecem) e depressão (tristeza e negativismo). Alguns indivíduos aprenderam em suas vidas a utilizar a queixa de dor como forma de conquistar atenção, carinho e amor. Em pessoas idosas, nas quais o isolamento social e a solidão muitas vezes estão presentes, a queixa de dor pode ser um sintoma de carência. O cuidador deve explicar ao idoso esse comportamento, além de dar a ele atenção e afeto independentemente das manifestações físicas de dor. O isolamento social e a falta de atividades produtivas podem fazer com que o quadro doloroso se agrave, uma vez que tende a ter sua atenção centrada na dor. A visita de familiares, a presença de uma criança bem alegre (um netinho), o envolvimento do idoso em tarefas agradáveis contribuem para afastar do pensamento a atenção na dor.

Rotina comprometida

Não há dúvida de que a dor tira do idoso a oportunidade de participar de atividades sociais, além de dificultar seu caminhar. A dor provoca distúrbios no sono, acarreta depressão e ansiedade, provoca transtornos intestinais, alterações no apetite, na memória e ainda incontinência (descontrole na eliminação de urina e fezes). A imobilidade física e os longos períodos de repouso no leito podem favorecer o aparecimento de problemas pulmonares, em conseqüência do acúmulo de secreção, e propiciar a formação de trombos (coágulos de sangue) que irão fechar os vasos, além de escaras (feridas na pele).

A avaliação da dor

Para que o cuidador possa avaliar o grau da dor no idoso precisa partir do princípio de que o relato a respeito do incômodo é verdadeiro, sem esquecer de seu caráter subjetivo. Avaliar a intensidade (o quanto dói) e a localização da dor é importante para transmitir a informação ao médico, ministrar ou não o medicamento recomendado e, ainda, verificar se houve melhora.

Uma dica para facilitar a evolução da dor: elabore uma escala, com letras bem grandes, para que o idoso possa assinalar como sua sensação naquele momento. As escalas de medida da dor visam avaliá-la e possibilitar registros importantes. Conhecer a localização (a região do corpo que dói) também é importante para que cuidador e o idoso falem o tempo todo a mesma linguagem. Perguntas como “O que piora?”,  ou “o que melhora?” a dor podem ajudar a preveni-las e até aliviá-las.

Uso de medicamentos

O alívio da dor pode ser obtido por intermédio de analgésicos que atuam sobre o sistema nervoso. Esse grupo é denominado analgésicos narcóticos (Tylex). Outro grupo é o dos analgésicos não-narcóticos (Aspirina, Tylenol). Esses analgésicos possuem efeito anti-inflamatório.

No caso de analgésicos não-narcóticos, os efeitos colaterais mais freqüentes são a irritação gástrica, que pode aparecer logo após o início do tratamento em pessoas suscetíveis, e a alteração na capacidade de coagulação sangüínea.

Os analgésicos derivados da morfina (Tylex) também apresentam efeitos colaterais, tais como obstipação intestinal, náuseas e vômitos, sonolência e depressão respiratória. Manter-se atento aos sinais de sonolência excessiva e alterações da respiração pode evitar complicações.

Alívio da dor sem a utilização de medicamentos

A compreensão atual de que fatores biológicos, sociais, culturais e psicológicos interferem na dor indica que sua prevenção e controle podem ser feitos de diversas maneiras. A utilização de técnicas de relaxamento pode favorecer a diminuição de estresse físico e mental, da contração muscular e, assim, propiciar alívio da dor. A utilização de técnicas simples como  espreguiçar, bocejar e imaginar situações agradáveis (mentalização positiva) pode ser útil a indivíduos tensos. Praticar respiração rítmica e ouvir música suave também pode ajudar na tolerância à dor. As técnicas de distração como ler um livro, rezar, assistir a um filme, contar uma história, executar uma tarefa, por manterem a mente ocupada, parecem contribuir para a diminuição do desconforto. Medidas físicas incluindo o uso de calor, frio e massagem costumam ser muito úteis para o tratamento da dor, pois  promovem relaxamento muscular e melhora da circulação sanguínea na região afetada.

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